domingo, 1 de maio de 2011

Usuários da PS Network reclamam de fraudes em cartão de crédito

Um dia após a Sony confirmar o vazamento de dados de mais de 70 milhões de usuários da PS Network, surgem relatos de gamers que tiveram problemas com seus cartões de crédito, de acordo com os sites Ars Technica e VGN 365. Ambos afirmam ter recebido um grande número de mensagens, via e-mail, comentários e tuítes, de leitores usuários da PSN que dizem ter tido problemas com compras ou saques não autorizados.
“Também tive uma tentativa de cobrança fraudulenta em meu cartão da American Express, cerca de US$8 mil em alguma loja japonesa. Isso tudo aconteceu mais ou menos na época em que a PSN começou a ter problemas, por isso estou apostando tem a ver com isso”, disse um dos leitores do Ars Technica.
"Invasão externa"
A Sony anunciou ontem, 26/4, que a “invasão externa” à sua rede online conseguiu ter acesso aos dados pessoais e talvez informações de senhas, histórico de compras e até números cartão de crédito (a companhia disse não poder descartar essa última possibilidade) dos mais de 70 milhões de jogadores que utilizam a rede do PS3.
Segundo reportagem da Forbes, que cita um instituto de pesquisas especializado, o prejuízo da Sony com o vazamento desses dados poderia ultrapassar os 24 bilhões de dólares.

Com muita pancadaria e sangue, novo "Mortal Kombat" é diversão garantida

“Mortal Kombat” não é um game para todos. Isso ficou claro para mim desde que recebi uma cópia para review do mais novo capítulo da famosa franquia de luta, lançado nesta semana no Brasil para os consoles Xbox 360 e PS3. Enquanto alguns editores da redação não sabiam diferenciar o personagem Smoke de Noob Saibot, outros conheciam todos os filmes, programas de TV e livros (!) sobre o jogo. Baldes de sangue, os violentos “Fatalities” e o tamanho exagerado dos seios das personagens femininas enojam muitas pessoas, enquanto a carnificina exagerada do game apenas faz seus fãs se divertirem. De muitas maneiras, “MK” continua sendo a mesma franquia divisora de opiniões que era quando o título original chegou aos arcades há mais de 20 anos. Mas no final do dia, esse novo game conseguiu ser a experiência mais divertida que tive com um jogo de luta desde “Street Fighter IV”.
Parece incrível, mas os maiores fãs se mantiverem fiéis à série durante todo esse tempo. Mesmo quando os games começaram a perder seu impacto; mesmo quando a franquia de filmes foi detonada (obrigado “MK: Annhilation”); e até mesmo quando a equipe de desenvolvimento do jogo original se separou, eles continuaram lá, apoiando os lançamentos cada vez mais ridículos. Para eles, esse novo “Mortal Kombat” é um presente dos deuses, um oásis em meio a um deserto de mediocridade, e um retorno à forma que honestamente não poderia ter vindo em melhor hora.
novomk01.jpgSe o nome não te deu uma dica, “Mortal Kombat” – intitulado exatamente como o game original – está entrando na onda de “vamos fazer reboot de tudo”. Da mesma forma que filmes como “Rambo, “Velozes e Furiosos” e “Star Trek”, o novo capítulo de “MK” é uma “sequência que não é realmente uma sequência”, revivendo uma franquia envelhecida como uma nova imagem brilhante. Com essa fórmula no lugar, o modo de história principal do novo título começa com o final de “MK: Armageddon”. Raiden, prestes a morrer nas mãos de Shao Khan, envia uma mensagem para o passado, alertando seu “eu mais jovem” para impedir os eventos que levarão a destruição de Earthrealm. À medida que a trama volta para o início do torneio Mortal Kombat original, o agora onisciente Raiden tenta mudar a história para evitar que seu futuro alternativo acabe da mesma forma.
 Novo game capricha no sistema de combate
De um ponto de vista narrativo, o novo game faz algo inteiramente diferente, uma vez que esse modo história essencialmente atua como a linha do tempo “fundamental” para o jogo. Dito isso, a trama é tão ridícula e desnecessariamente enrolada como em qualquer outro título da série. Mas é realmente interessante ver a franquia ser revisitada desta maneira. Colocando de maneira simples, é um pouco mais do que uma série de lutas separadas por cutscenes, com a história dividida em atos – cada um focando em um único personagem principal por vez. Levei cerca de cinco horas para jogá-lo, e o game te dá uma rasteira de vez em quando com uma luta em desvantagem ou batalha com chefe. De longe, a última luta de chefe é a pior, e o jogo não facilita em nada a situação.
A maior parte da dublagem é risivelmente ruim (as legendas em português também têm recebido críticas, tanto por termos estranhos quanto por erros de gramática), completada com vários clichês da história e péssimas frases de efeito, mas definitivamente há um pouco de diversão misturada nesse completo absurdo. No entanto, por mais “bregas” que as coisas possam ficar, nada no jogo realmente parece abarrotado ou mal feito – com exceção das telas de carregamento com ilustrações dos personagens, que possuem um aspecto amador. Mesmo assim, a apresentação se sai bem, apesar de algumas coisas terem sido tristemente cortadas, como a lista de personagens disponíveis.
Mais ainda, todo jogo de “Mortal Kombat” lançado desde “MK2” possuía um problema em comum: ser visualmente distinto, mas não excepcionalmente refinado. No novo game isso não acontece. Desde o início a atenção extra aos gráficos é notável e impressionante. Cada lutador possui um modelo 3D refinado e atraente e que rivaliza com a atenção aos detalhes normalmente vista em títulos rivais como “Tekken” e “Virtua Fighter”. Quando seu guerreiro é ferido na luta, suas roupas rasgam, seus machucados incham, o sangue jorra feito água e a própria carne começa a descolar dos ossos.

Para hacker do PS3, "arrogância da Sony" causou vazamento de dados da PSN

Após ser processado pela Sony por postar um código que permite o “desbloqueio” do PlayStation 3, o hacker GeoHot culpou a arrogância dos executivos da empresa pelo recente vazamento de dados dos usuários da rede PlayStation Network (PSN).
Atualmente proibido de hackear os produtos da fabricante japonesa, George Hotz publicou um post em seu blog acusando a empresa de pagar o preço por não entender a cultura hacker.
“Não vamos culpar os engenheiros da Sony por isso. A culpa é dos executivos que declararam guerra contra os hackers, riram da ideia de pessoas penetrando o forte que a Sony já foi, reclamaram incessantemente sobre pirataria e continuaram contratando mais advogados quando precisavam na verdade é de bons especialistas em segurança”, escreveu o hacker, que “fez as pazes” com a Sony por meio de um acordo apenas alguns dias antes da invasão à PSN. “Alienar a comunidade hacker não é uma boa ideia.”
Ícone hacker
Hotz, que já era famoso por fazer jaibreak no iPhone, tornou-se uma espécie de “ícone hacker” depois de o departamento legal da Sony usar táticas pesadas, incluindo pedir ao juiz permissão para ver os endereços de IP de pessoas que visitaram o site do hacker – aparentemente querendo desencorajar os usuários de baixar e distribuir esse tipo de software.
A batalha entre Hotz e a Sony ilustra as tensões crescentes entre as companhias que constroem os produtos e os consumidores que os possuem – em especial, entusiastas hackers que querem modificar os aparelhos que compraram de forma legítima.
Hotz afirma ter hackeado o PlayStation para rodar o sistema Linux. Já a Sony alega que o software dele violou a lei de direitos digitais dos EUA, que proíbe a chamada engenharia reversa em proteções criptografadas.
Quando a rede online da Sony ficou offline na última semana, algumas pessoas pensaram que o ataque poderia ter acontecido em retaliação pela perseguição da Sony a Hotz.
Em seu blog, Hotz ainda aproveita para dizer que não teve nada a ver com o ataque e que condena tal prática. “Eu não sou louco, e preferiria não ter o FBI batendo à minha porta”, escreveu. “Rodar programas caseiros e explorar a segurança em seu aparelho é legal, mas hackear o servidor de outra pessoa e roubar bases de dados de informações de usuários não é legal.”
Entenda o caso
No dia 26/4, a  Sony anunciou que uma  “invasão externa” à sua rede online conseguiu ter acesso aos dados pessoais e talvez informações de senhas, histórico de compras e até números cartão de crédito dos mais de 70 milhões de jogadores que utilizam a rede do PlayStation 3.
O caso é tão sério que, segundo um instituto de pesquisas especializado, o prejuízo da Sony com o vazamento desses dados poderia ultrapassar os 24 bilhões de dólares.
No dia seguinte ao anúncio, começaram a surgir relatos de gamers que tiveram problemas com seus cartões de crédito, de acordo com os sites como Ars Technica e VGN 365.
Ambos afirmam ter recebido um grande número de mensagens, via e-mail, comentários e mensagens via Twitter, de leitores usuários da PSN que dizem ter tido problemas com compras ou saques não autorizados.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sony faz acordo com hacker que destravou PS3

Após uma longa disputa, a Sony anunciou hoje, 11/4, um acordo com o hacker George “GeoHot” Hotz, acusado de desbloquear o sistema do PlayStation 3.
No blog oficial da empresa, o diretor de relações públicas, Patrick Seybold, disse que a companhia fez “um acordo sobre o processo da SCEA (Sony Entertainment America) contra Hotz na corte federal em São Francisco, Califórnia”.
Para quem não lembra, recentemente a companhia processou Hotz por ter hackeado e depois publicado códigos que permitiram aos usuários burlar as medidas de segurança do PS3 e executar códigos próprios.
Mas até que a paz chegou rápido. Da última vez que ouvimos falar do assunto, Hotz estava na América do Sul – a Sony acusou o hacker de fugir do país, ao que ele respondeu que a viagem já estava programa há algum tempo. Na época, Hotz escreveu em seu blog que não “deixaria esse processo ridículo arruinar minha vida...”.
E, conforme noticiamos, na semana passada o grupo hacker Anonymous declarou guerra à Sony em represália ao processo contra GeoHotz. O grupo realizou ataques contra vários servidores da Sony e da rede PlayStation Network.
Pelo que parece, o acordo já teria sido feito “em princípio” no último dia 31. Como parte do acordo, a Sony afirma que Hotz “concordou com uma ordem permanente”. Em outras palavras, ele não irá hackear o PS3 (ou vai saber mais o que) por algum tempo – vale lembrar que Hotz ficou famoso por seus “feitos” com o iPhone, da Apple.
A Sony se disse feliz por “colocar essa questão judicial para trás” e que acredita que o acordo e a ordem permanente “alcancem esse objetivo”. O hacker também se pronunciou de maneira reconciliatória, reiterando o que já havia dito sobre não querer “causar problemas para ninguém ou tornar a pirataria mais fácil”.

Com ótimos gráficos e controles, "Street Fighter IV" é o melhor jogo para 3DS

A série “Street Fighter” não precisa de nenhum tipo de apresentação. Lançada há cerca de 25 anos,  ela é de longe a franquia de games de luta de maior sucesso da história, já tendo marcado presença em praticamente todos os consoles de que você já ouviu falar – e provavelmente em muitos que não conheça.
O título mais recente, “Street Fighter IV”, ajudou a “dar um gás” na franquia e com o sucesso alcançado na última geração de consoles agora chega ao recém-lançado portátil 3DS, onde pode ser jogado em um visual 3D estereoscópico completo, sem a necessidade de óculos especiais.
Mas como o jogo fica com essa novidade? Muito bem na verdade. Para ser honesto, inicialmente fiquei preocupado sobre como a jogabilidade de “SFIV” seria traduzida para os botões do 3DS, mas não levou muito tempo até tudo se adaptar. Os controles são ajustáveis, então você pode configurá-los da maneira que quiser, e também é possível  designar movimentos especiais para qualquer um dos quatro botões sensíveis ao toque na tela inferior do console. Utilizei o controle analógico do 3DS (também chamado de "nub") para movimentar os personagens e achei-o bastante ágil e com boa resposta, permitindo a execução de combos de maneira rápida e eficiente.
Além disso, “SFIV3DS” traz praticamente tudo que você poderia esperar do título, incluindo 35 personagens, replays e uma variedade de opções de jogabilidade que também incorporam modos versus local e online, e uma opção em que até oito jogadores podem participar de batalhas em equipes. Se você não conseguir se conectar com outro jogador, o game possui modos de treino que te permitem afiar seus combos e opções single-player para melhorar suas habilidades de combate. Mas como sempre acontece na série da Capcom, o jogo fica mais divertido quando você tem um adversário “de verdade”.

Apesar de limitações, "PES2011" manda bem no 3DS

A franquia “FIFA” têm liderado os games de futebol por anos, enquanto a rival “Pro Evolution Soccer” têm sido sua fiel concorrente. Mas a venerável série da Konami agora tem a chance de dar o troco no portátil 3DS. Isso porque, até o momento, o game da EA não foi lançado para o novo console da Nintendo. Assim, “Pro Evolution Soccer 2011 3D” é o único título de futebol disponível para o aparelho.
Por isso a grande pergunta é: os fãs de games do gênero devem comprar logo sua cópia de “PES2011” ou esperar no banco pela chegada de “FIFA”? Bom, quem está procurando por um sólido jogo de futebol certamente você não ficará decepcionado com o novo capítulo da série “PES”. Claro, o título pode não oferecer todas as opções em termos de times licenciados de “FIFA”, mas como um game de futebol, ele é muito sólido.
O visual é ótimo e os gráficos são altamente detalhados, com os movimentos e animações sendo suaves e muito convincentes. O que é particularmente legal, e uma boa surpresa para mim, é o modo como funciona o efeito 3D. Ele não é excessivo: em vez disso é muito sutil e transmite uma sensação de profundidade sem parecer forçado como acontece em alguns jogos. De modo geral, o efeito é muito bom e permite jogar por um período de tempo maior.
Outro item que também me surpreendeu foi a ótima qualidade do som – que realmente exibe o estéreo muito bem, e,  assim como a parte visual, é bastante sutil, mas ainda muito efetivo. Os comentários dos narradores são muito bons de forma geral – entregam um resumo jogada-a-jogada realista da partida, mas alguns dos momentos mais animados são genéricos demais e parecem que estão lá simplesmente para preencher o silêncio.
Obviamente, o fator mais importante em um game de futebol é a sua jogabilidade. E nesse quesito “PES20113D” é muito forte. Inicialmente parece muito desafiador quando jogado no nível normal, e foram necessárias algumas partidas para aprender melhor os controles. Mas assim que fiz isso, comecei a realizar alguns ótimos movimentos. Existem muitas habilidades diferentes que podem ser executadas usando combos nos botões, e uma vez que aprendi como fazer isso, me diverti muito “me mostrando” contra os adversários.
Como é um jogo de equipe, você definitivamente precisa jogá-lo de forma inteligente, especialmente contra oponentes mais desafiadores. E apesar de ter visto algumas gafes da inteligência artificial (I.A.) do game, fiquei muito impressionado, de modo geral, em como “PES2011” é fiel a uma partida de futebol. A exemplo da maioria dos títulos do gênero, é possível deixar o jogo tão fácil ou difícil quanto o gamer quiser, utilizando uma combinação de escolha de times e de nível de dificuldade para ajustar suas habilidades e o quão desafiador você quer que seja.
Um dos pontos negativos do título é o seu número limitado de opções de jogabilidade no modo single-player. Tudo bem, no final das contas um game de futebol acaba sendo sobre jogar uma partida atrás de outra. No entanto, habilitar seu time para participar de diferentes torneios e alcançar uma galeria de troféus expressiva ajuda a adicionar propósito e longevidade ao game. Ainda mais em um título com uma jogabilidade tão profunda como “PES”.
Possuir apenas dois campeonatos para jogar parece um pouco limitado. E a situação só piora pelo fato de o único modo multiplayer do jogo ser uma opção de Wi-Fi local. Isso definitivamente é um ponto negativo em relação ao apelo duradouro do game. Se o rival “FIFA” chegar ao 3DS com modos online competitivos, “PES” muito provavelmente será deixado em segundo plano.

domingo, 17 de abril de 2011

Produtor de “FIFA 12″ quer surpreender jogadores com torcida e comportamento do time

Visando se manter na liderança dos jogos de futebol da atual geração, a EA Sports quer fazer de “FIFA 12″ ainda melhor que o anterior. Ao contrário do que se possa imaginar, isso não significa que o jogo ganhará apenas implementos visuais ou modos de jogo. Para o produtor David Rutter, mais importante do que melhorar o jogo em campo é entender a paixão dos torcedores pelo esporte.
“Queremos fazer com que a torcida entenda o histórico de determinado jogador com o clube, vibrar com o retorno de um ídolo do passado ou ficar irritada quando ele leva um carrinho por trás. Queremos que o jogador pense: ‘Uau! ‘FIFA’ não é apenas de um jogo de futebol, mas é também a paixão do esporte e que isso envolve’”, explica em entrevista à revista oficial britânica do PlayStation.
Um dos pontos que devem ser melhorados é a inteligência artificial dos jogadores. O produtor da EA, David Rutter, falou que o jogo será ainda melhor do que a última versão e o Personality Plus irá evoluir.
“Penso que fizemos um ótimo trabalho com o Personality Plus de ‘FIFA 11′, mas o comportamento do time ainda não acompanhou a evolução da I.A.”, diz. “Como exemplo, se o time sabe que o Peter Crouch (o grandalhão atacante inglês) está na área para ajudar a defesa, eles continuam lançando bolas aéreas”.
Outros detalhes que serão revistos são os fundamentos e interrupções de jogo, como a cobrança de lateral,que sofre com pequenas pausas após assinaladas pelo árbitro. “Fico frustrado quando não consigo repor a bola rapidamente ou selecionar sem pausas os meus batedores de falta durante o jogo”.
Ainda sem data de lançamento e plataformas definidas, “FIFA 12″ chega ainda em 2011.